O problema não é ter dados a menos. É não os ter quando é preciso decidir
A maior parte das empresas não tem falta de dados. Tem dados a mais, em sítios a mais — e nenhum deles disponível no momento exato em que uma decisão precisa de ser tomada.

Peça a um gestor os números de que precisa para decidir e raramente ouve "não sei". Ouve "deixa-me só confirmar numa coisa".
Esse "confirmar" costuma significar abrir três sistemas diferentes, cruzar um relatório com uma folha à parte, e perguntar a alguém se o número que está a ver ainda é o atual. A informação existe. Só não existe toda no mesmo sítio, ao mesmo tempo, pronta para ser usada.
Não é um problema de falta de dados
É tentador tratar isto como um problema de quantidade — "precisamos de mais relatórios", "precisamos de mais visibilidade". Mas a maior parte das empresas já produz mais dados do que consegue usar. Vendas num sistema, operações noutro, financeiro numa folha à parte, atendimento numa ferramenta diferente ainda.
Cada sistema, isolado, faz o seu trabalho bem. O problema aparece no momento em que uma decisão precisa de olhar para mais do que um ao mesmo tempo — e não existe nenhum sítio onde essa vista já esteja pronta.
O que normalmente se tenta
- Construir um relatório mensal que junta tudo manualmente, à mão, num Excel
- Pedir a alguém da equipa para "cruzar os números" sempre que é preciso decidir algo
- Confiar na experiência e na intuição, porque esperar pelo relatório demora demasiado
O relatório mensal ajuda — até a decisão não poder esperar um mês. Pedir a alguém para cruzar números funciona — até essa pessoa estar de férias, ou a decisão ser urgente às seis da tarde de sexta. E confiar só na intuição significa decidir sem a parte da informação que, precisamente, não está visível.
O que isto revela
O valor de um dado não está em existir. Está em estar disponível no momento em que alguém precisa dele para decidir. Um número certo, três dias tarde, já não evita o erro que existia para evitar.
Não se trata de recolher mais dados. Trata-se de decidir, antes de precisar, que perguntas a empresa vai fazer com frequência — e garantir que a resposta já está pronta quando a pergunta chegar.
Isto muda a forma como se pensa sobre dados: em vez de acumular relatórios que talvez sejam úteis um dia, o ponto de partida passa a ser as três ou quatro decisões que a empresa toma repetidamente — e construir, só para essas, uma vista sempre pronta. O resto pode continuar disperso. O que importa está sempre à mão.
Alguma decisão importante fica sempre à espera de "confirmar uma coisa"?
Se sabe que a informação existe mas nunca está pronta no momento certo, vale a pena perceber onde é que se perde antes de escolher uma ferramenta.
